A União Astronómica Internacional finalmente baptizou o Objecto Trans-Neptuniano (136108) 2003EL6. "Haumea", deusa Hawaiiana dos partos e da fertilidade. Haumea é também, em princípio, um planeta-anão, por ter suficiente massa para possuir uma forma de equilíbrio gravitacional (no seu caso bastante achatada), também poderá ser classificado de plutóide por ter um período de translação superior a 200 anos. Como se pode ver, tudo algo complicado.
Mais complicada ainda é a história da sua descoberta. Pablo Santos-Sanz, José Luis Ortiz e Francisco Aceituno, do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (Granada, Espanha) anunciaram a sua descoberta a 27 de Julho de 2005. Na altura tudo indicava ser um pouco maior que Plutão o que o poderia classificar como o décimo planeta. Mas pouco depois o bem mais famoso Mike Brown, do Caltech (Pasadena, EUA), anuncia que ele e sua equipa já tinham identificado esse objecto em 2003, não o tornando público, e acusa a equipa espanhola de lhe ter roubado a descoberta. A história assume os contornos de um romance de espionagem e a comunidade astronómica internacional não consegue encontrar forma de lidar com a questão. Nasce o debate sobre a justiça de manter uma descoberta secreta durante tanto tempo e a justiça de correr para anunciar descobertas antes dos outros. As opiniões parecem dividir-se por igual.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Plutóides, a nova classe de objectos do Sistema Solar
A União Astronómica Internacional (UAI/IAU) anuncia em comunicado de imprensa mais uma categoria de objectos do Sistema Solar: os Plutóides.
Os Plutóides são corpos celestes que orbitam em torno do Sol para além de Neptuno que possuem massa suficiente para que a sua auto-gravidade supere as forças de corpo rígido de forma a que assumam uma forma de equilíbrio hidrostático (quase esférica) e que não tenham limpado a vizinhança da sua órbita. Ou seja, os Plutóides são os Planetas-Anões que se encontrem para além de Neptuno (30 vezes a distância da Terra ao Sol), ou de forma equivalente os Planetas-Anões Trans-Neptunianos ou da Cintura de Kuiper.
A Cintura de Kuiper (ou os Objectos Trans-Neptunianos, se preferirem) foi descoberta apenas em 1992. Presentemente já foram identificados cerca de 1300 objectos nesta cintura, entre os quais Eris que tudo indica ser ligeiramente maior que Plutão. Eris é agora um Plutóide.
Notemos que a questão de um corpo ser suficientemente maciço para entrar em equilíbrio hidrostático não é muito clara, bem como a noção de limpar a vizinhança. Entraremos sempre em questões como: e se juntar mais um quilinho já está em equilíbrio hidrostático? Ou: quanto lixo posso deixar perto da minha órbita e ainda a considerar limpa?
Em Agosto de 2006, quando a UAI definiu o conceito de Planeta para o nosso Sistema Solar, deixou em aberto o nome para os Planetas-Anões da Cintura de Kuiper. Talvez para apaziguar as águas devido à despromoção de Plutão. O nome sugerido na altura foi "Plutons", o que em português daria Plutões e seria algo confuso. A questão da tradução de "Plutons" para as línguas românicas gerar alguma confusão foi levantanda. Uma vez que a expresssão "Pluton" já era utilizada também em Geologia para um certo tipo de rochas o nome ficou em aberto.
Para gerar alguma confusão, existe uma família de Objectos Trans-Neptunianos chamada Plutinos. Os Plutinos são todos os objectos da Cintura de Kuiper com uma órbita semelhante à de Plutão. Semelhante no sentido que enquanto Plutão gira em torno do Sol 2 vezes o planeta Neptuno gira 3. É por esta razão que embora Plutão cruze a órbita de Neptuno nunca choca com ele. Actualmente conhecem-se cerca de 100 objectos com a mesma propriedade, ou seja, 100 Plutinos.
Os Plutóides são corpos celestes que orbitam em torno do Sol para além de Neptuno que possuem massa suficiente para que a sua auto-gravidade supere as forças de corpo rígido de forma a que assumam uma forma de equilíbrio hidrostático (quase esférica) e que não tenham limpado a vizinhança da sua órbita. Ou seja, os Plutóides são os Planetas-Anões que se encontrem para além de Neptuno (30 vezes a distância da Terra ao Sol), ou de forma equivalente os Planetas-Anões Trans-Neptunianos ou da Cintura de Kuiper.
A Cintura de Kuiper (ou os Objectos Trans-Neptunianos, se preferirem) foi descoberta apenas em 1992. Presentemente já foram identificados cerca de 1300 objectos nesta cintura, entre os quais Eris que tudo indica ser ligeiramente maior que Plutão. Eris é agora um Plutóide.
Notemos que a questão de um corpo ser suficientemente maciço para entrar em equilíbrio hidrostático não é muito clara, bem como a noção de limpar a vizinhança. Entraremos sempre em questões como: e se juntar mais um quilinho já está em equilíbrio hidrostático? Ou: quanto lixo posso deixar perto da minha órbita e ainda a considerar limpa?
Em Agosto de 2006, quando a UAI definiu o conceito de Planeta para o nosso Sistema Solar, deixou em aberto o nome para os Planetas-Anões da Cintura de Kuiper. Talvez para apaziguar as águas devido à despromoção de Plutão. O nome sugerido na altura foi "Plutons", o que em português daria Plutões e seria algo confuso. A questão da tradução de "Plutons" para as línguas românicas gerar alguma confusão foi levantanda. Uma vez que a expresssão "Pluton" já era utilizada também em Geologia para um certo tipo de rochas o nome ficou em aberto.
Para gerar alguma confusão, existe uma família de Objectos Trans-Neptunianos chamada Plutinos. Os Plutinos são todos os objectos da Cintura de Kuiper com uma órbita semelhante à de Plutão. Semelhante no sentido que enquanto Plutão gira em torno do Sol 2 vezes o planeta Neptuno gira 3. É por esta razão que embora Plutão cruze a órbita de Neptuno nunca choca com ele. Actualmente conhecem-se cerca de 100 objectos com a mesma propriedade, ou seja, 100 Plutinos.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Cometa Holmes maior que o Sol
Anteriormente, o Sol era o maior objecto no Sistema Solar. Presentemente, o cometa 17P/Holmes possui essa distinção.
Medições da coma do cometa Holmes, de observações realizadas a 9 de Novembro 2007, por Rachel Stevenson, Jan Kleyna e Pedro Lacerda, mostram que o seu diâmetro já atingiu os 1400 milhões de kilómetros. Um valor ligeiramente superior ao diâmetro do Sol.
O comunicado de imprensa lançado pela nossa equipa [em inglês] pode ser consultado na página do IfA ou directamente aqui.
O fenómeno foi noticiado pelo jornal Star Bulletin [clique aqui para ler (em inglês)].

[Legenda: À esquerda imagem do cometa Holmes utilizando o telescópio de 3.6 metros CFHT, situado no Mauna Kea, Hawaii, exibindo uma coma de 1400 milhões de kilómetros. O ponto de aparência estelar no centro da coma é o núcleo envolto numa muito densa nuvem de poeiras. À direita temos o Sol e o planeta Saturno na mesma escala para comparação directa dos tamanhos (cortesia da NASA).]
Medições da coma do cometa Holmes, de observações realizadas a 9 de Novembro 2007, por Rachel Stevenson, Jan Kleyna e Pedro Lacerda, mostram que o seu diâmetro já atingiu os 1400 milhões de kilómetros. Um valor ligeiramente superior ao diâmetro do Sol.
O comunicado de imprensa lançado pela nossa equipa [em inglês] pode ser consultado na página do IfA ou directamente aqui.
O fenómeno foi noticiado pelo jornal Star Bulletin [clique aqui para ler (em inglês)].
[Legenda: À esquerda imagem do cometa Holmes utilizando o telescópio de 3.6 metros CFHT, situado no Mauna Kea, Hawaii, exibindo uma coma de 1400 milhões de kilómetros. O ponto de aparência estelar no centro da coma é o núcleo envolto numa muito densa nuvem de poeiras. À direita temos o Sol e o planeta Saturno na mesma escala para comparação directa dos tamanhos (cortesia da NASA).]
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Holmes: Um Estudo em Vermelho
A recente e impressionante "explosão" de actividade do cometa 17P/Holmes gerou uma verdadeira corrida para obter tempo de telescópio. Não fomos excepção. Para nossa grande felicidade a noite de quinta-feira, 25 de Outubro, do telescópio de 2.2 metros da Universidade do Hawaii, situado no Mauna Kea (Hawaii, EUA) estava atribuída a Pedro Lacerda para o estudo de pequenos corpos do Sistema Solar. De imediato David Jewitt, Pedro Lacerda, Jan Kleyna, eu, Rachel Stevenson e Bin Yang nos acotovelámos na pequena sala de controlo do telescópio enquanto se alterava o programa de observações para um estudo do cometa Holmes. Pode-se ver aqui uma das imagens obtidas.

[Legenda: Imagem do cometa 17P/Holmes em cores falsas laranja e vermelhas que representam a intensidade da luz reflectida pelo material ejectado pelo núcleo do cometa. A imagem foi obtida no telescópio UH2.2m com um tempo de exposição total de 21 segundos.]
A coma circular, quase perfeitamente circular, tem um diâmetro de aproximadamente 160000 km (quase metade da distância da Terra à Lua) e expande-se a uma velocidade de cerca de 2000 km/h. Tudo indica que o cometa se fragmentou. No entanto, devido à intensa sublimação de gelos e ejecção de poeiras que rodeiam o cometa não se conseguem distinguir nenhuns eventuais fragmentos (pelo menos para já). Até agora ainda não se detectou nenhuma cauda. É possível que não seja ainda visível devido à lua cheia e ao grande clarão que esta lança no céu, o que nos impede de ver os fenómenos mais ténues.
O jornal "Star Bulletin" dedicou um artigo ao assunto [clique aqui para ver].

[Legenda: Imagem do cometa 17P/Holmes em cores falsas laranja e vermelhas que representam a intensidade da luz reflectida pelo material ejectado pelo núcleo do cometa. A imagem foi obtida no telescópio UH2.2m com um tempo de exposição total de 21 segundos.]
A coma circular, quase perfeitamente circular, tem um diâmetro de aproximadamente 160000 km (quase metade da distância da Terra à Lua) e expande-se a uma velocidade de cerca de 2000 km/h. Tudo indica que o cometa se fragmentou. No entanto, devido à intensa sublimação de gelos e ejecção de poeiras que rodeiam o cometa não se conseguem distinguir nenhuns eventuais fragmentos (pelo menos para já). Até agora ainda não se detectou nenhuma cauda. É possível que não seja ainda visível devido à lua cheia e ao grande clarão que esta lança no céu, o que nos impede de ver os fenómenos mais ténues.
O jornal "Star Bulletin" dedicou um artigo ao assunto [clique aqui para ver].
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
... E o Asteróide Baptistina Extinguiu os Dinossauros.
Há 160 milhões de anos era um asteróide de 170 km de diâmetro orbitando entre Marte e Júpiter [na Cintura (de Asteróides) Principal interior, a 2.26 Unidades Astronómicas do Sol]. Uma enorme colisão deixou-o com apenas 40 km espalhando mais de 1000 pequenos asteróides maiores que 1 km (fragmentos). Assim nasceram o actual asteróide (298) Baptistina e sua família de asteróides. Muito lentamente, as órbitas dos fragmentos saídos desta colisão acabaram por se cruzar com a da Terra produzindo uma chuva de asteróides (meteoritos). Os impactos produzidos por esta chuva estão muito provavelmente na origem da extinção maciça de espécies do Cretácico, há 65 milhões de anos, entre as quais os dinossauros.
São estas as principais conclusões do artigo de Bottke, Vokrouhlicky e Nesvorny publicado na revista Nature desta semana [Bottke, Vokrouhlicky & Nesvorny (2007), "An asteroid breakup 160 Myr ago as the probable source of the K/T impactor", Nature, 449, 48-51]. Apenas o "sumário do editor" e o sumário do artigo [abstract] são de acesso livre [em inglês].
São estas as principais conclusões do artigo de Bottke, Vokrouhlicky e Nesvorny publicado na revista Nature desta semana [Bottke, Vokrouhlicky & Nesvorny (2007), "An asteroid breakup 160 Myr ago as the probable source of the K/T impactor", Nature, 449, 48-51]. Apenas o "sumário do editor" e o sumário do artigo [abstract] são de acesso livre [em inglês].
sábado, 16 de junho de 2007
Cometas na Cintura de Asteróides: a reactivação do 133P/Elst-Pizzaro
Dave Jewitt, Pedro Lacerda e eu, acabámos de detectar a reactivação do cometa 133P [ver a figura]. Esta reactivação surge um pouco antes do esperado [ver a Circular do IAU, comentada, no fim deste post]. O 133P é um dos três "cometas da cintura principal" (CCPs) conhecidos [i.e. cometas na cintura principal de asteróides, que se encontra entre Marte e Júpiter], cujo diâmetro rondará os 5 km.

[Legenda: Cometa 133P ao centro da imagem. A figura é uma soma de várias imagens centradas no cometa (que se vai movendo) daí as estrelas parecem arrastadas]
Esta nova classe de cometas foi apenas identificada em 2006, por H. Hsieh e D. Jewitt [ver também o comunicado de imprensa].
A existência destes cometas no "meio" da cintura de asteróides ilustra bem o quanto ainda há para saber sobre os cometas e os asteróides. Principalmente sobre a distinção entre estas duas classes de objectos. [Não é apenas a distinção entre planeta, planeta anão e pequeno corpo que é polémica!]
Uma consequência imediata da existência destes cometas da cintura principal (CCPs) é poderem ter sido uma fonte significativa da água na Terra. As actuais medições de cometas anteriormente conhecidos sugerem que estes apenas poderão ser responsáveis por uma parte da água na Terra (cerca de 10%). Porém, estes novos CCPs não aparentam ser antigos cometas de curto período [digamos: cometas típicos] que alteraram a sua órbita para a cintura de asteróides, aparentando sim serem "nativos" daquela região. Assim sendo, os CCPs poderão ter, e provavelmente terão, uma composição química apreciavelmente diferente dos cometas típicos. Estes novos cometas podem muito bem conter os segredos da origem dos nossos oceanos.
Circular No. 8847 [comentada]
Central Bureau for Astronomical Telegrams
INTERNATIONAL ASTRONOMICAL UNION
COMETA 133P/ELST-PIZARRO
D. Jewitt, P. Lacerda, e N. Peixinho, Universidade do Hawaii, comunicam que o cometa 133P/Elst-Pizarro = pequeno corpo (7968) Elst-Pizarro se tornou activo após um longo período de inactividade. Observações no óptico [visível] com o telescópio de 2.2 m da Universidade do Hawaii, a 11 de Junho, mostram uma cauda direita com pelo menos 20 segundos de arco de comprimento [correspondendo a pelo menos 26000 km, dado o objecto se encontrar a 1.812 Unidades Astronómicas da Terra] num ângulo posicional de 256 graus [ângulo com o Pólo Norte Celeste, neste caso o topo da imagem, medido no sentido anti-horário]. A magnitude aparente no vermelho [i.e. com um filtro centrado no comprimento de onda de cerca de 650 nm] dentro de uma abertura de 8 segundos de arco [...] é aproximadamente de 19.5. Actividade no 133P foi observada na última vez em Dezembro de 2002. O ressurgimento de actividade próximo do periélio [ponto da órbita em que o objecto está mais próximo do Sol, a acontecer no dia 29 de Junho de 2007] é consistente com a identificação deste objecto como um pequeno corpo portador de gelos [não apenas água mas também outros como por exemplo: metano, monóxido de carbono, dióxido de carbono] ou "cometa da cintura principal" (Hsieh et al. 2004, Astronomical Journal, vol. 127, pag. 2997). Encorajam-se observações para caracterizar a evolução da perda de massa [devido à sublimação dos gelos e libertação de poeiras] nos próximos meses.

[Legenda: Cometa 133P ao centro da imagem. A figura é uma soma de várias imagens centradas no cometa (que se vai movendo) daí as estrelas parecem arrastadas]
Esta nova classe de cometas foi apenas identificada em 2006, por H. Hsieh e D. Jewitt [ver também o comunicado de imprensa].
A existência destes cometas no "meio" da cintura de asteróides ilustra bem o quanto ainda há para saber sobre os cometas e os asteróides. Principalmente sobre a distinção entre estas duas classes de objectos. [Não é apenas a distinção entre planeta, planeta anão e pequeno corpo que é polémica!]
Uma consequência imediata da existência destes cometas da cintura principal (CCPs) é poderem ter sido uma fonte significativa da água na Terra. As actuais medições de cometas anteriormente conhecidos sugerem que estes apenas poderão ser responsáveis por uma parte da água na Terra (cerca de 10%). Porém, estes novos CCPs não aparentam ser antigos cometas de curto período [digamos: cometas típicos] que alteraram a sua órbita para a cintura de asteróides, aparentando sim serem "nativos" daquela região. Assim sendo, os CCPs poderão ter, e provavelmente terão, uma composição química apreciavelmente diferente dos cometas típicos. Estes novos cometas podem muito bem conter os segredos da origem dos nossos oceanos.
Circular No. 8847 [comentada]
Central Bureau for Astronomical Telegrams
INTERNATIONAL ASTRONOMICAL UNION
COMETA 133P/ELST-PIZARRO
D. Jewitt, P. Lacerda, e N. Peixinho, Universidade do Hawaii, comunicam que o cometa 133P/Elst-Pizarro = pequeno corpo (7968) Elst-Pizarro se tornou activo após um longo período de inactividade. Observações no óptico [visível] com o telescópio de 2.2 m da Universidade do Hawaii, a 11 de Junho, mostram uma cauda direita com pelo menos 20 segundos de arco de comprimento [correspondendo a pelo menos 26000 km, dado o objecto se encontrar a 1.812 Unidades Astronómicas da Terra] num ângulo posicional de 256 graus [ângulo com o Pólo Norte Celeste, neste caso o topo da imagem, medido no sentido anti-horário]. A magnitude aparente no vermelho [i.e. com um filtro centrado no comprimento de onda de cerca de 650 nm] dentro de uma abertura de 8 segundos de arco [...] é aproximadamente de 19.5. Actividade no 133P foi observada na última vez em Dezembro de 2002. O ressurgimento de actividade próximo do periélio [ponto da órbita em que o objecto está mais próximo do Sol, a acontecer no dia 29 de Junho de 2007] é consistente com a identificação deste objecto como um pequeno corpo portador de gelos [não apenas água mas também outros como por exemplo: metano, monóxido de carbono, dióxido de carbono] ou "cometa da cintura principal" (Hsieh et al. 2004, Astronomical Journal, vol. 127, pag. 2997). Encorajam-se observações para caracterizar a evolução da perda de massa [devido à sublimação dos gelos e libertação de poeiras] nos próximos meses.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
O Planeta Anão Eris: maior e mais maciço que Plutão.
O objecto trans-Neptuniano, e planeta anão, Eris, volta à carga. Mike Brown e Emily Schaller, publicaram na revista Science a medição da massa conjunta de Eris e sua lua Dysnomia através dos parâmetros orbitais da lua Dysnomia (ver os links).
Para a determinação da órbita de Dysnomia foram utilizados o telescópio de 10 metros Keck (Mauna Kea, Hawaii) e o Telescópio Espacial Hubble (de 2.4 metros).
A lua Dysnomia, orbita em torno de Eris a uma distância de 17430 km com um período orbital 15.77 dias. Eris e Dysnomia, juntos, possuem uma massa de 1.66x10^22 kg, ou seja: 27% mais maciços que Plutão. Dado o diâmetro de 2400 km de Eris, conclui-se que possui uma densidade de 2.3 g/cm^3. Um valor semelhante ao dos maiores Objectos Trans-Neptunianos que contrasta com as densidades típicas dos trans-Neptunianos mais pequenos (menores que 1 g/cm^3).
Estes resultados parecem confirmar que os Objectos Trans-Neptunianos mais pequenos são mais porosos e menos ricos em material rochoso que os maiores.
Para a determinação da órbita de Dysnomia foram utilizados o telescópio de 10 metros Keck (Mauna Kea, Hawaii) e o Telescópio Espacial Hubble (de 2.4 metros).
A lua Dysnomia, orbita em torno de Eris a uma distância de 17430 km com um período orbital 15.77 dias. Eris e Dysnomia, juntos, possuem uma massa de 1.66x10^22 kg, ou seja: 27% mais maciços que Plutão. Dado o diâmetro de 2400 km de Eris, conclui-se que possui uma densidade de 2.3 g/cm^3. Um valor semelhante ao dos maiores Objectos Trans-Neptunianos que contrasta com as densidades típicas dos trans-Neptunianos mais pequenos (menores que 1 g/cm^3).
Estes resultados parecem confirmar que os Objectos Trans-Neptunianos mais pequenos são mais porosos e menos ricos em material rochoso que os maiores.
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